quinta-feira, 21 de maio de 2009

Alexandrita: Esmeralda de dia, Rubi à noite

Aqueles que leram a postagem sobre o crisoberilo, já sabem que a Alexandrita é uma variante do mesmo, a mais rara e valiosa. Diz-se que é uma esmeralda de dia e um rubi à noite pois exposta à luz solar possui uma cor verde-amarelada, amarronzada, acinzentada ou azulada, mas durante à noite, sob luzes artificiais, apresentara as colorações vermelho-alaranjada, amarronzada ou arroxeada.

As cores verde e vermelha coincidentemente são as cores da Rússia Imperial e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, o futuro czar Alexandre II; de acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade. Existe até uma lenda que diz que esse czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar. A pedra tornou-se o símbolo nacional da Rússia.

Lenda ou não, o fato é que a pedra realmente muda de cor conforme a luz, e os exemplares mais valiosos são aqueles em que a mudança de cor é mais acentuada. Mas qual é a explicação? Reproduzo aqui a explicação dada pelo site "Portal JoiaBr" pelo gemólogo Luiz Antônio Gomes da Silveira:

"Esta instigante mudança de cor deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor."

Há outras gemas com essa propriedade, que é conhecido como 'efeito alexandrita', como algumas granadas, safiras e espinélio.

Só para terminar, o Brasil também produz alexandritas naturais e alguns países produzem desde 1973 alexandritas sintéticas, como o caso dos Estados Unidos, Japão e a própria Rússia.

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